Ele sorri e diz para me acalmar. Sempre com uma solução cartesiana. Mas, de solução, no máximo imagino aquela feita de água e açúcar e afeto daquele tempo em que éramos quatro e nada mais. Hoje, falta uma perna e, embora exista a lógica de que três pontos são mais estáveis por estarem no mesmo plano, sempre há esse descontentamento que se esvai no esforço do sorriso mais sincero. Hoje, é a falta. E é ela quem explica o silêncio que nos invade. Deito, sigo suas palavras. Amanhã vai ficar tudo bem.
Do óleo que corre nas engrenagens quase já enferrujadas
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